quinta-feira, 25 de junho de 2009

Talvez


Talvez...
Quem sabe a gente dê certo...
Desertos de ilusões,
grávidos de sonhos plantados no real...
Tomara a paixão – poderosa tormenta –
cristalize o sentimento
e possa – fremente e intensa –
conservar-se inebriante e entorpecente
qual o primeiro instante – atordoante –
da descoberta fugaz – do fujo! Do nunca mais! –
mas, incautos e crédulos – do quero acima e apesar de...-
Talvez...
Esperar o eterno – sonhando o anacrônico –
(irônico encontro etéreo),
que seja então o substancial – essencial –
que seja o fatal epílogo:
que nos domine e imobilize
nas cadeias do nosso amor infinito!


Ro
11/10/89

Nenhum comentário:

Postar um comentário