terça-feira, 29 de março de 2011

E agora
é a aurora que insiste em se pronunciar,
tenho medo de te dizer:
é pra nunca mais!
Via, claramente,
que futuro não havia.
Mas, perturbadoramente, insistia
em um futuro antever
onde antes nada havia

domingo, 20 de março de 2011

Via no espaço
a sombra de teu desejo.
Sorria de cansaço,
no ocaso do desembaraço
me despedaço.
E nas brasas do teu rosto em fogo
me aqueço
E da memória do que fomos
me esqueço.

sábado, 12 de março de 2011

O que disse
quem disse
que disse
o que disse
não disse
que disse.
Mas que esquisitice!
Destino, 
só o tino me guia
em descompasso.
Passo despercebida,
desatenta,
descabida...
Pela vida
sustento em aço
o que penso
o que faço!