Eu sinto você...
Em todos os poros,
em todas as fibras,
em todo meu eu!
Você se exala de mim
a cada respiração,
a cada pensamento...
Tanto tempo
que eu já não sei mais
o que sou eu
e o que é você em mim...
Eu cresci, anjo!
Me fiz mulher e...
Estou aqui.
Há quanto tempo...
Ironia estar aqui pensando em você!
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Guris
Daí...
Da gosto dizer
Que a gente vai viver!
Vai sair, por aí...
Feito um guri
Girando latas como um caminhão
Doce ilusão, sonho vão
Mas, de repente
A gente desperta, e o guri volta
Nas histórias, piadas
Nos filhos, guris...
E guris eternos, permanecemos
Fatalmente guris, com sua ilusão...
Da gosto dizer
Que a gente vai viver!
Vai sair, por aí...
Feito um guri
Girando latas como um caminhão
Doce ilusão, sonho vão
Mas, de repente
A gente desperta, e o guri volta
Nas histórias, piadas
Nos filhos, guris...
E guris eternos, permanecemos
Fatalmente guris, com sua ilusão...
Queria poder cantar
Em versos límpidos e rimados
A aventura de se dar
E de poder ser amado...
Em rimas, as estrofes construiria,
Das canções sussurrantes
Nas quais eu, profundamente, confirmaria
As gloriosas sensações inebriantes.
Que só o amor pôde trazer,
Que o amor veio, enfim,
Que só junto a você pude conhecer
Eu te amo, glorioso amanhecer,
Eu te quero mais que a mim,
E só para você ei de viver!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Talvez

Talvez...
Quem sabe a gente dê certo...
Desertos de ilusões,
grávidos de sonhos plantados no real...
Tomara a paixão – poderosa tormenta –
cristalize o sentimento
e possa – fremente e intensa –
conservar-se inebriante e entorpecente
qual o primeiro instante – atordoante –
da descoberta fugaz – do fujo! Do nunca mais! –
mas, incautos e crédulos – do quero acima e apesar de...-
Talvez...
Esperar o eterno – sonhando o anacrônico –
(irônico encontro etéreo),
que seja então o substancial – essencial –
que seja o fatal epílogo:
que nos domine e imobilize
nas cadeias do nosso amor infinito!
Ro
11/10/89
Quem sabe a gente dê certo...
Desertos de ilusões,
grávidos de sonhos plantados no real...
Tomara a paixão – poderosa tormenta –
cristalize o sentimento
e possa – fremente e intensa –
conservar-se inebriante e entorpecente
qual o primeiro instante – atordoante –
da descoberta fugaz – do fujo! Do nunca mais! –
mas, incautos e crédulos – do quero acima e apesar de...-
Talvez...
Esperar o eterno – sonhando o anacrônico –
(irônico encontro etéreo),
que seja então o substancial – essencial –
que seja o fatal epílogo:
que nos domine e imobilize
nas cadeias do nosso amor infinito!
Ro
11/10/89
Prisma
Ah! Que é o tempo?
Que é o prisma que destila a luz?
Que é o prisma que destila a luz?

Vertiginosa,
Inebriante,
És paixão ambulante
Que em minhas veias circula.
Constroe caminhos e atalhos
Recortas meus contornos,
realçando-me em luzes e sombras.
Custa-me crer que fui,
se só agora apareço,
recortada, redesenhada
a partir de teu cizal.
Que suaviza traços,
esboça novas linhas,
transforma e destrói outras...
E sobre teu estudo,
transpareço,
lúcida e inteira,
Mulher!
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Prisma
Conhecimento
Um murmúrio
Crescendo no peito
Assim, desse jeito
Crescendo , vibrando
Ei - lo: conhecimento!
Alívio insano
Descanso terreno
Apaixonado sereno
Por ter feito a minha parte.
Crescendo no peito
Assim, desse jeito
Crescendo , vibrando
Ei - lo: conhecimento!
Alívio insano
Descanso terreno
Apaixonado sereno
Por ter feito a minha parte.
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Conhecimento
domingo, 21 de junho de 2009
No caminho

No caminho
Há espinhos, pedras, poças
Há passos intermitentes
De gente inconsciente
- talvez latente -
que não acredita no que faz!
Mas,
No caminho
Existe a luz
Que conduz, induz e produz
Na gente inconsciente
- talvez latente -
a verdade da vida
na busca do algo perdido
escondido, esquecido
a milhares de anos atrás...
Há espinhos, pedras, poças
Há passos intermitentes
De gente inconsciente
- talvez latente -
que não acredita no que faz!
Mas,
No caminho
Existe a luz
Que conduz, induz e produz
Na gente inconsciente
- talvez latente -
a verdade da vida
na busca do algo perdido
escondido, esquecido
a milhares de anos atrás...
Ro
05/09/89
De revés
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Sobre mim

Sobre mim,
Sobrenada o desejo...
Sobranceiro, altaneiro e incontrolável.
Qual fantasma irrequieto,
Teima em me assombrar, intolerável.
Sobre mim.
Sobre nada.
Nada em mim a fome selvagem
Do imaterial do amor
Do imponderável
Sobre mim
Suicida.
Sobrenada o desejo...
Sobranceiro, altaneiro e incontrolável.
Qual fantasma irrequieto,
Teima em me assombrar, intolerável.
Sobre mim.
Sobre nada.
Nada em mim a fome selvagem
Do imaterial do amor
Do imponderável
Sobre mim
Suicida.
08/09/2008
Continua a correr nas minhas veias
O sangue da vida
Apesar de me sentir meio morta, meio viva
Vive nas veias o veio da vida...
E vive só.
Seguindo o veio muitas vezes trilhado
Diversas vezes fodido e maculado
Mas, ainda assim, um veio viável.
E daí,
Tanto tempo se passou...
Tantas histórias escorreram melífluas e moles,
Até deu para flutuar
Na quentura das águas profundas.
Águas profundas que só se descobrem perigosas
Quando já não há salvação
- Engraçado o perigo ser mais atraente que a segurança! –
Então, se desperta e luta,
Desesperadamente,
Para não perder a razão,
Num caleidoscópico redemoinho insano...
Mas, tudo continua no lugar
Nada se move, nem uma brisa sob o sol...
Deserto na alma,
Sede de vida, de esperança.
E a gente não é mais criança, mas espera angustiado
O príncipe encantado.
Alguém que permita de novo sonhar...
O sangue da vida
Apesar de me sentir meio morta, meio viva
Vive nas veias o veio da vida...
E vive só.
Seguindo o veio muitas vezes trilhado
Diversas vezes fodido e maculado
Mas, ainda assim, um veio viável.
E daí,
Tanto tempo se passou...
Tantas histórias escorreram melífluas e moles,
Até deu para flutuar
Na quentura das águas profundas.
Águas profundas que só se descobrem perigosas
Quando já não há salvação
- Engraçado o perigo ser mais atraente que a segurança! –
Então, se desperta e luta,
Desesperadamente,
Para não perder a razão,
Num caleidoscópico redemoinho insano...
Mas, tudo continua no lugar
Nada se move, nem uma brisa sob o sol...
Deserto na alma,
Sede de vida, de esperança.
E a gente não é mais criança, mas espera angustiado
O príncipe encantado.
Alguém que permita de novo sonhar...
08/09/2008
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