quinta-feira, 25 de junho de 2009

Prisma


Ah! Que é o tempo?
Que é o prisma que destila a luz?



Vertiginosa,
Inebriante,
És paixão ambulante
Que em minhas veias circula.
Constroe caminhos e atalhos
Recortas meus contornos,
realçando-me em luzes e sombras.
Custa-me crer que fui,
se só agora apareço,
recortada, redesenhada
a partir de teu cizal.
Que suaviza traços,
esboça novas linhas,
transforma e destrói outras...
E sobre teu estudo,
transpareço,
lúcida e inteira,

Mulher!

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